Mais de metade do ouro e de dois terços dos
diamantes de todo o planeta estão em África. O interesse no investimento estrangeiro
não para de crescer, e as preocupações sociais seguem o mesmo rumo.
Ouro e diamantes continuam a ser essenciais para a
riqueza africana. No caso da pedra preciosa, África é o continente que mais diamantes
extrai e exporta. Dados de 2013 dão ao Botswana o estatuto de maior produtor,
quer em quantidade quer em valor. Depois, surgem a República Democrática do
Congo (na produção) e a África do Sul (nos lucros). Em ambas as escalas, Angola
encontra-se em terceiro lugar. O país foi, aliás, eleito vice-presidente do
Processo Kimberley para 2014 e presidente para 2015, numa escolha quase unânime
dos grandes produtores, consumidores, comerciantes e líderes deste mercado. Em
2013, o ministro angolano de Geologia e Minas, Francisco Queiroz, falava num
potencial de exploração de diamantes impossível de quantificar; e Carlos
Sumbula, presidente do Conselho de Administração da Endiama, disse já este ano
que “Angola tem espaço para todos os que desejem procurar diamantes”. Espera-se
que no prazo de quatro anos a produção angolana aumente 20 a 30% – graças ao
investimento estrangeiro, aos avanços tecnológicos e à qualificação dos
recursos humanos locais.
No que toca ao ouro, o caso da África do Sul é
aquele que tem contornos mais específicos. O país já foi o maior produtor
mundial, título que perdeu para a China em 2006, mas o setor mineiro continua a
ser o mais importante, representando 10% do PIB e cerca de 60% das receitas de
exportação. Mas as greves no setor têm levado a África do Sul a perder terreno.
O fenómeno já se verifica há duas décadas, mas nos últimos anos a queda tem
sido mais notória (pondo em risco o estatuto sul-africano de maior economia de
África). Os últimos dados (maio de 2013) colocam o país como quinto produtor
mundial, tendo à frente China, Austrália, Estados Unidos e Rússia. No top 15
dos maiores produtores mundiais de ouro, África tem ainda o Gana em oitavo
lugar, a Papua Nova-Guiné em décimo segundo e a Tanzânia em décimo quinto.
Voltando ainda à África do Sul, a aposta centra-se agora, sobretudo, no
investimento vindo de fora. Susan Shabangu, a ministra sul-africana dos
Recursos Naturais, referiu há menos de um ano que o país está a passar por “uma
fase de transição” e que há um especial interesse em investimentos
estrangeiros.
O interesse no investimento estrangeiro, aliás, não
para de crescer. Em setembro do ano passado, por exemplo, a Austrália acolheu o
fórum “Africa Down Under”, onde onze ministros africanos do setor garantiram a
abertura do continente ao investimento vindo de outros países. Angola valorizou
as relações externas como caminho para a diversificação da exploração mineira,
para a maior contribuição do setor para o PIB e para uma maior empregabilidade;
o Botswana destacou a aposta estrangeira na exploração de metais básicos, a
juntar à extração de diamantes; e os restantes países presentes no fórum
(Zâmbia, Tanzânia, Burkina Faso, Nigéria, Moçambique, Ruanda, Gana, Gabão e
Somália) também referiram o lado positivo das parcerias internacionais.
Mas as relações com o exterior assentam ainda
noutro tipo de preocupações: as sociais. O Canadá, por exemplo, manifestou-se
recentemente disponível para apoiar Moçambique e Tanzânia na gestão dos
recursos minerais para que os mesmos sejam uma fonte de benefícios sustentáveis
a longo prazo para os povos destes países. A ideia é que o setor funcione de
uma forma mais transparente e que beneficie ao máximo a população, criando
prosperidade e crescimento. Recorde-se que, na 3.ª Conferência dos Ministros
Responsáveis pelo Desenvolvimento dos Recursos Minerais da União Africana,
realizada em dezembro de 2013, em Maputo, os participantes refletiram sobre a
criação de estratégias e políticas eficazes para os recursos minerais do
continente, apostando na mudança económica e num crescimento sustentável a
longo prazo. Declarações feitas por Álvaro Manuel de Boavida Neto, o governador
do Bié, foram também no mesmo sentido, pedindo o líder que a atividade de
exploração artesanal de diamantes privilegiasse em primeiro lugar o cidadão
angolano. Ainda em Angola, Carlos Sumbula defende que as empresas envolvidas na
exploração artesanal de diamantes invistam na construção de infraestruturas
sociais nas comunidades, tais como escolas ou unidades de saúde, e que apoiem a
agricultura.
Minha conclusão: A África é um continente muito pobre, aonde o ouro
é essencial na economia. A África tem uma grande Parte do Ouro do mundo, e eles
devem valorizar e administrar melhor o Ouro deles, ele deve ser extraído corretamente,
pois um dia o Ouro vai acabar. Os governos Africanos devem pensar em algum
jeito que o Ouro não seja extraído com exagero, porem que dê uma boa renda, se
a África ficar extraindo com exagero e acabar o Ouro, o continente não terá a
renda do Ouro e pode se enfraquecer muito mais. E também a África deve ficar
esperta perante aos interesses estrangeiros, que podem prejudica-los.

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